quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sobre esperança.


"A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança." (José Saramago)

Ultimamente a vida tem me pregado peças bem interessantes, sem contar que são bem sem graça também. Isso pra mim não é novidade, porque sempre me vi dentro de uma novela mexicana, cheia de dramalhão e chororô do mais água com açúcar existente. É, a vida tem dessa de me pregar peças desde que eu nasci. Mas com o tempo, o amadurecimento e a terapia passei a ver as coisas de outro ângulo e poxa, tenho perdido a fé na humanidade.
Tudo isso me tem feito pensar sobre essa palavrinha que abarca tanta coisa: esperança. Essa citação com a qual iniciei o post é do livro Ensaio sobre a Cegueira, uma obra extremamente profunda e complexa, que cabe totalmente no que eu quero dizer nesse momento, ou que diz tudo que eu quero nesse momento. O que eu quero dizer é sobre o egoísmo, sabe. Sobre como a gente vai passando por cima de todo mundo sem se importar com o que o outro sente, sobre como às vezes estamos sempre tão concentrados no nosso umbigo, que esquecemos que existem outras pessoas precisando de um suporte por aí. Cegos. Cegos que, como diz Saramago, vendo não veem. Cegos pela ambição, pelo egoísmo, pelo egocentrismo. Preocupados demais em alcançar algo que não se sabe o quê. Atropelando tudo que tem pela frente, sem refletir se é o correto. E nisso eu queria ter esperança de que as coisas vão melhorar, que as pessoas vão cair em si e perceber a burrada que estamos fazendo, mas não. Parece que as pessoas vão piorando, sempre atacando e ofendendo sem quê nem por quê. 
Na mais recente peça que a vida me pregou, tive que colocar de lado todo o meu dramalhão e desviar o foco do meu sofrimento. Eu tive que ser forte. Sempre achei que a vida estava sempre exigindo que eu fosse forte, mas de repente me vi sendo forte pelo outro. Me preocupando inteiramente com o outro, e isso me deixou mais sensível. Acho que foi com isso que minhas reflexões se afloraram mais. E queria que as pessoas também se dessem conta disso tudo e fossem mais sensíveis. 
Por causa de um fato mais recente ainda, estou profundamente machucada com alguém que eu gostava muito, que eu admirava, mas me surpreendi também com o fato de que a pessoa que está ao meu lado hoje, a que mais me inspira esperança e que mais precisa de mim nesse momento, me fez deixar de lado isso e seguir em frente. A gente tem que escolher as batalhas porque lutar, e eu acho que essa não vale a pena. Não há esperança. 
E eu vou vivendo, nesse momento sem muitas motivações, mas com vontade. Tentar achar, em algum lugar perdido nesse Brasil, um pouquinho de esperança. Mas para isso deveria deixar de lado a tv, jornais e quaisquer meios de comunicação que me mostrem o quanto nosso mundo é podre e me assusta.
Ah! Essa imagem é minha mesmo, de uma tatuagem que fiz recentemente, depois de muito refletir sobre a esperança e que diz exatamente sobre ela.

Até a próxima!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Turista

Diariamente eu me convenço de que preciso voltar a escrever. Anualmente eu de fato faço isso. 
Após abandonar o blog há alguns anos, escrevi diários, fiz notas em cadernos, fiz notas mentais. Todos os métodos deixei de lado, no final. Eu realmente tento entender o que me fez parar de escrever. É um misto de medo com vergonha, sei lá, das pessoas que lerão, de me expor demais, de me abrir demais, de demonstrar fraqueza, de tanta coisa. Mas eu também sei que escrever é libertador, sempre foi. Esse blog foi um refúgio desde 2008. Ele presenciou minhas crises existenciais de adolescente, meu primeiro namorado, meu casamento, meus medos, inseguranças, bobagens e pensamentos infantis. Ele acompanhou meu amadurecimento e meu crescimento pessoal e profissional. 
E aqui estou eu, em 2015, um ano que eu desejei muito e que definitivamente me apavora, tentando recomeçar a vida de escritora amadora. Se dessa vez vai dar certo eu não sei, inicialmente aposto num post anual, e aí, em 2016, eu volto pra tentar fazer um resumo do que deu certo (ou provavelmente de tudo que deu errado) em 2015.
Eu poderia tentar falar de tudo que me aflige nesse momento, mas ia ficar um relato bagunçado e confuso, justamente como está na minha cabeça nesse momento. Eu falaria da minha preocupação com meu ex que hoje é um viciado em crack. Falaria do meu pesar e tristeza em ficar mais velha daqui 2 dias. Falaria também sobre como esse ano é decisivo e preocupante. Falaria dos meus sonhos pra esse ano,  que consistem em viajar, me formar e passar no mestrado. Mas eu não vou falar nada sobre isso, porque eu nem sei o que falar. Queria soltar frases e palavras desconexas e me sentir melhor depois de tentar me comunicar, imaginando que alguém nesse mundo me entende. Mas não é verdade. Porque simplesmente ninguém entende. Eles fingem que entendem. Pra você se sentir melhor e menos sozinho. Mas eles não sabem que isso não acontece. Você também finge que agora tudo está melhor. Mas espera, eu não estava falando na primeira pessoa? Desde quando isso é sobre você? Isso é sobre mim. Mas sobre isso também ninguém precisa saber.
Vocês conseguem perceber como minha vida e meu discurso são cheios de "mas"? Não né? Eu também imaginei isso. Mas quem se importa?
Vocês sabiam que estou pra completar 21 anos? 21 ANOS! Quando comecei a devanear nesse blog eu tinha, provavelmente, 14 anos. Alguém tem noção de quanta coisa aconteceu nesse tempo? Cara, muita coisa. Muita água passou por aqui. Grande parte eu guardo pra mim e acho que todo mundo sabe. Aliás, sabiam que eu me enxergo assim? Eu vivo a vida achando que todo mundo sabe o que eu estou pensando e sentindo; na minha cabeça tudo está bem explícito na minha cara, e ou as pessoas são muito desatentas ou fingem que não veem, simplesmente pra não terem de perder tempo se importando. Anyway. Acho que isso é um problema meu mesmo, que no íntimo me imagino uma pessoa que não expresso. Aí está o problema de identidade que tenho enfrentado nos últimos anos. Na minha cabeça eu sou uma pessoa destemida, corajosa, independente, foda pra caramba, cheia de atitude e de charme. Mas na real eu sou uma bosta. Sem coragem, que odeia decepcionar as pessoas e fica triste pra caramba de fazer algo que alguém não gosta. É ou não é uma grande merda isso? Eu vivo precisando da aceitação dos outros. E sofro imensamente por não conseguir agir da forma que realmente desejo.
Acabei de arrumar uma meta pra esse ano.
E por agora é tudo. Se você ficou confuso, deprimido ou simplesmente me achou uma louca, eu peço sinceras desculpas, nem eu me entendo. E acredite: é difícil pra caramba viver na minha cabeça. Algumas vezes só queria umas férias dela. 

flw vlw migos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Devaneios...

Dias atrás, enquanto trabalhava, me peguei pensando no quanto eu gostava de escrever e me perguntei porque não mais o fazia. E sabe qual foi a minha resposta? Vergonha. Vergonha de expor o que eu sinto, vergonha das pessoas saberem o que se passa na minha cabeça, e foi então que eu percebi o quanto mudei. E eu sei reconhecer que em algumas partes, não foi pra melhor. 
Esse blog surgiu da minha vontade de ter onde expor o que eu sentia, e sei lá, sobre meus devaneios também. Era sobre isso que eu gostava de escrever. Até pouco tempo atrás eu também tinha um blog sobre Moda, mas não me dava tanto prazer porque eu passei a encarar como uma obrigação e dessa forma me sobrecarreguei e comecei a deixar de lado coisas e afazeres mais importantes, e então larguei. Morro de vontade de reativá-lo e tentar tudo diferente, mas tenho medo de que nada mude e eu me sinta prejudicada novamente, mas enfim, mais um devaneio...
A questão mesmo é que eu preciso voltar a escrever, pra me sentir melhor e pra me entender, pois antes era assim que eu chegava às minhas conclusões: admitindo o que havia de errado e tentando enxergar as coisas de uma outra forma, como uma terapia! Exatamente isso que a escrita sempre foi pra mim: terapia. E ter o Vivendo Nesse Absurdo pra eu escrever por prazer, sempre simplificou as coisas, então vou tentar voltar a escrever, e dizer o que eu penso, nem que seja implicitamente, rs.
O que eu preciso mesmo agora é entender onde foi que eu me perdi e onde foi que tudo mudou. Porque hoje é tão mais difícil sorrir das coisas cotidianas, porque é tão difícil ser só um pouquinho desleixada com as coisas, porque é tão difícil vestir a idade que eu realmente tenho, porque é tão difícil me aproximar das pessoas! Há algum tipo de bloqueio, ou é algo que eu estou fazendo errado, e eu vou achar onde foi que tudo isso aconteceu. No mais, eu vou levando...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

2011, CILB, UnB e outras coisas...

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." (Charles Chaplin)

       E aí, como estão as coisas? O tempo passou rápido, né? Mais um ano está chegando ao fim... E será que fizemos tudo que realmente deveríamos ter feito? Ou será que deixamos a insegurança, o medo e outros fatores nos deterem? Gosto de fazer essas avaliações no fim do ano, porque me fazem pensar nas coisas que eu vivi, e nas que eu poderia ter vivido, também. Ainda não estou fazendo minha avaliação, porque ainda tem muita coisa pela frente, mas já estou pensando em como foi 2011 pra mim. Será que foi bom pra todo mundo?
        Foi um ano muito importante, e um ano que eu tenho certeza que jamais vou me esquecer. Me libertei de muitas coisas e muitas pessoas, e iniciei projetos que serão executados pelo resto da minha vida (ou por boa parte dela). Me lembro de pouquíssimas coisas ruins que possam ter ocorrido; no geral foram só coisas boas, e que me trouxeram uma quantidade de maturidade bem relevante. Daqui há pouco mais de um mês, vou encerrar mais um projeto que também foi importantíssimo pra mim: o inglês. Importante porque me exigiu esforço e dedicação, importante porque me tomou muito tempo, importante porque me deu a oportunidade de conhecer pessoas raríssimas e maravilhosas e importante principalmente porque aprendi coisas valiosíssimas pra toda a vida, não só na área intelectual, mas na pessoal e profissional. Eu sei que vou sentir saudades, e que o fim disso vai desestabilizar minha rotina; porque sete anos fazendo uma mesma coisa, num mesmo horário com certeza é uma rotina. Mas eu também sei que esses sete anos vão me abrir portas pro resto da vida. E esses setes anos vão me levar pra lugares inimagináveis. Só eu sei a proporção desse tempo. Só eu sei a imensidão de oportunidades que esses sete anos vão me trazer. E eu vou agradecer imensamente cada pessoa que fez parte deles...
        Falta pouco tempo, também, pra eu saber o resultado dos meus esforços na faculdade. Confesso que estou ansiosa por isso, pois é muito importante, pra mim, que eu me saia bem esse semestre. Porque esse semestre está iniciando o profissional que eu vou ser. Não tem mais nada a ver com o que eu vou fazer, e sim com o que eu vou ser. Eu tenho que dar o melhor de mim para que futuramente eu seja a melhor no que eu faça, e para que eu consiga realizar e alcançar o que eu desejo. E como não é pouco o que eu quero, tenho que me esforçar, porque nada vem de graça... E eu tenho, pra mim, que a recompensa vai ser boa. Não importa o tempo que eu leve pra me realizar, é importante que aconteça, e eu vou fazer o possível e o impossível por isso.
        E vocês, já começaram a fazer o balanceamento de 2011? Já começaram a pensar o que 2011 foi pra vocês? Garanto que vão adorar fazer isso... A gente sonha, sente saudades, fica feliz, triste e no fim de tudo, agradece à Deus por mais um ano e de certa forma, sente-se vitorioso por ter vencido mais um ano, mais uma idade, mais uma fase, mais um fim, mais um início...

domingo, 11 de setembro de 2011

As novidades.

"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo." (Mark Twain)

    Há um tempo atrás, eu comentei e publiquei aqui que eu me casaria (mais ou menos uns 5 meses atrás). Quando eu decidi, tava com muito medo, muito receio do que poderia me acontecer. Muitas pessoas falaram que eu não deveria fazer isso, que eu tinha um futuro brilhante pela frente (como se um casamento estragasse de repente todo o futuro brilhante), que eu era muito jovem, que eu não tinha responsabilidade pra isso, etc. Bom, mesmo com todas essas advertências, eu casei. Não posso dizer que tudo foi flores desde o começo; nas primeiras semanas eu chorava horrores de saudades da minha mãe, mas agora eu já estou bem acostumada e tô levando numa boa. Sinto saudades da minha mãe ainda, claro, mas sempre que dá (lê-se: todo fim de semana), eu faço uma visitinha, converso muito com ela, e sou muito mimada (ha-ha).
     Eu não posso negar que um casamento com 17 anos é muito precipitado; mas pra mim foi tão normal, sabe? Eu nunca pensei que poderia viver e conviver com outra pessoa, porque me acho muito chata e nem um pouco sociável, mas eu me adaptei melhor do que por encomenda. Eu e o Douglas quase (eu disse quase!) não brigamos, e se brigamos é pelas coisas mais banais que existem, o que ainda é relevante. E o casamento me ajudou com muita coisa. Há meses atrás eu também comentei que estava estudando pro vestibular da UnB, certo? Mesmo casando, eu tive tempo de estudar. E como diz minha mãe: se eu estivesse na casa dela, talvez eu não teria tido o tempo necessário. Eu estudei, estudei, fiz o vestibular e................. passei! Acho que foi uma das melhores sensações da minha vida ter o Douglas no colégio no dia 1º de agosto me contando o resultado da segunda chamada. Nunca vou esquecer aquele dia, jamais. Passei pro curso que eu queria. Nada de um mais fácil pra entrar na UnB, foi para o que eu sempre quis. Tô vivendo experiências incríveis! Mas voltando ao casamento...
   Com a nova vida eu ganhei mais liberdade, e pensei que iria ficar perdida, mas não... Eu ganhei mais responsabilidade, mais maturidade, mais respeito, mais piadas e ganhei muito, mas muito amor, o que me deixa muito feliz. Posso até dizer que muita gente disse que o casamento só me fez bem. Enfim, casar é difícil, tem lá seus dias ruins, suas brigas, mas foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Não me arrependo, e duvido muito que vá me arrepender daqui pra frente. Aprendi muita coisa com isso, e tiro muita lição também e recomendo quem quiser tentar, que tente, porque é ótimo. 
     Depois posto novas novidades, notícias legais. É sempre bom compartilhar...


domingo, 24 de abril de 2011

Sem título? Desabafo? Sei lá...

Talvez nessa semana ou na semana que vem eu vou me casar. É, eu tenho 17 anos e vou me casar. Não estou tão surpresa. Há 8 meses atrás eu meio que tomei essa decisão. Inconscientemente, mas tomei. Sabia que ele vindo morar na minha casa, não teria volta. E bem, chegou a hora da decisão final. E mesmo eu não estando surpresa, eu estou com medo. Medo de sentir muita saudade da minha mãe, medo de me sentir sozinha. Mas como sozinha se eu vou ter ele? Infelizmente ele não vai estar comigo 24 horas por dia. Lá não vai ter pra onde eu correr; não vai ter minha mãe, e nem minha irmã. Tem amigos. Falsos amigos, verdadeiros amigos, mas que são amigos tão inexperientes quanto eu.
Eu estou me comprometendo da forma mais séria que existe na vida. Não é algo que eu possa parar, voltar atrás, acabar com tudo e fugir. E eu também não estou arrependida. Não mesmo. É isso que eu quero pra mim e pra minha vida. Não esperei que fosse chegar tão rápido, mas quando é de verdade a gente sente, sabe? Eu só queria pessoas pra me apoiarem e me darem segurança ao invés de ficarem dizendo: "Poxa, não faz isso, você é tão jovem..." Que eu sou jovem eu sei minha gente, e não é isso que eu quero ouvir. Se for pra me falar algo, que seja positivo. Eu estou precisando disso.
Estou recomeçando tudo de novo. Estava eu já adaptada a um lugar, à algumas pessoas, e uma rotina. E de repente vem um furacão igual há 8 meses atrás e muda tudo de novo. Lá vou eu pra outro lugar, com outras pessoas e uma nova rotina. Puts, porque a gente sempre tem que depender de alguém maior que nós? E porque esse alguém tem de ser tão egoísta? Alguém me explica?
Mas é isso... Eu vou, e vou feliz, sem dúvida. Foi uma decisão minha, e eu vou arcar com as consequências dela até o fim. E tenho certeza de que não vou fraquejar.
A única diferença de mim para outras meninas da minha idade, é que eu sempre fui obrigada a amadurecer mais rápido do que qualquer uma delas. Motivos muito fortes me obrigaram a isso, desde meus 1 ano e 10 meses. Então eu tenho que agir como tal né?
Só um desabafo à toa.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Escolhas.

Bom, eu estou no meu ano das maiores escolhas. Estou no último ano do ensino médio, e é geralmente aqui que as pessoas decidem o que querem ou não pra suas vidas. Eu já sei cada passo do que eu quero fazer a partir de junho desse ano, mas conheço um monte de gente que não sabe nem o que vai prestar no vestibular. Não é exatamente isso o que me encabula, e sim o fato de que essas pessoas também não pesquisam e nem procuram saber o que seria legal pra elas. Poxa gente, nós passamos em média 17 anos sem fazer nadica da vida, temos 17 anos pra pensar e repensar em tudo que a gente pode e o que a gente quer fazer; como que ainda assim as pessoas não têm nada definido ou rabiscado?
Em relação ao que eu quero da vida, estou estudando como uma louca pra passar na UnB em junho pra Letras/Português, ainda não vou arranjar um emprego esse ano porque tenho de terminar o inglês pra ter tempo, então ano que vem eu quero arranjar um bom emprego e casar. É gente, por mais precipitado que pareça, porque eu sou jovem e tal, eu quero casar ano que vem. Eu já moro com o meu namorado, o que já é, de fato, um casamento. Mas não dá pra morar na casa da minha mãe com o meu namorado e ainda ter minha irmã de companheira de quarto. De preferência, vamos financiar um apartamento por agora pra dar tempo de morar até o ano que vem.
Mas é claro, eu não descarto a possibilidade de os meus planos mudarem daqui pra lá. Como eu disse, esse é o ano das escolhas... Eu tenho várias opções à minha frente, e infinitas possibilidades também. Uma coisa é certa: quero estar fora da escola em Junho. Nenhum motivo especial, só coloquei na minha cabeça que estarei na UnB nesse mês, e eu estou determinada.
Quanto às pessoas que ainda não se decidiram, corram atrás, porque um ano pode parecer muito, mas às vezes é pouco demais! E a gente só consegue as coisas quando as colocamos como objetivo e lutamos por aquilo. Então, pensem, procurem, identifiquem-se com as possibilidades e lutem!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Estamos sempre em constante mutação.


"Podem dizer que acabou. Eu acho que nem começou."

Nos últimos tempos, na minha vida, houve mais mutação que na vida de um cigano; quase literalmente.
Desde agosto de 2010 que as coisas tomaram um curso muito diferente do que o planejado por todo mundo. Na nossa cabeça, passaríamos o resto da vida morando em Brazlândia, íamos casar e ter filhos lá. Mas de um dia pro outro veio uma chuva de notícias. Elas não foram de muito agrado, porém encheram à todos de muita expectativa. Em parte, algumas expectativas foram totalmente frustradas, outras transformaram-se em sonhos. Sonhos que eu estou vivendo até agora.
Explicando melhor: mudei de cidade. Fui pra bem longe de onde eu cresci; pra longe dos meus amigos, pra longe da cidade que eu conhecia como a mim mesma e... pra longe da minha zona de conforto. Não foi fácil aceitar tudo que estava acontecendo, na verdade foi mais difícil do que eu tinha imaginado. Vim pra nova cidade pensando que seria bacana, que eu iria conhecer novas pessoas, ficar perto da minha família; mas eu me senti mais sozinha do que nunca. Porém, as coisas não são de todo ruim. Meu namorado agora mora comigo, é. Eu tenho agora alguém que cuida de mim todo o tempo. Se eu adoeço, ele cuida de mim como um anjo; quando eu preciso de um abraço, ele me dá um e um beijo; quando eu preciso chorar e me sinto só, ele me encoraja e me mostra que eu posso ser muito melhor do que aquilo.
Já vamos completar 6 meses aqui. Eu não estava acostumada a ficar longe do meu conforto pessoal, foi um choque, foi muito complicado... Mas com o tempo, eu percebi que meu conforto e minha felicidade estão onde minha família está. Aprendi a ser feliz aqui, aprendi a me sentir bem. Na verdade, aqui está sendo melhor do que era em Brazlândia. Eu tenho tudo que eu preciso aqui. Não tenho amigos, por enquanto... Mas tenho meu amor perto de mim, tenho minha mãe aqui, tenho meus primos lindos, então eu tenho tudo.
Eu estou em uma boa fase da minha vida, me aceitei, me sinto bem, me sinto feliz. E sabe o que mais? Estou mais feminina. :D É, eu consegui fazer isso e ainda sim me sentir eu. E também estou investindo no meu futuro. Parei de dar ouvido ao que os outros pensam e dizem ao meu respeito, percebi que isso não afeta no meu futuro de forma alguma. Quanto ao que eu vou ser e fazer quando mais velha, já tenho tudo escrito à caneta na minha cabeça, pra que nada seja apagado. E eu sei que eu vou alcançar tudo isso, tudo que eu quiser, é só eu ter coragem e determinação.
E com o apoio que eu tenho de quem gosta de mim, acredito que vou longe, e ai de quem disser o contrário. Acho que eu sou uma nova Jordana, e acredito que essa nova Jordana não pode ser derrubada facilmente. Bom, eu acho. Mas estou aberta à apostas. Se alguém quiser questionar, é só falar. UAHUHUA Brincadeiras à parte, deixa eu ir que tenho muitos sonhos pra viver.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade."

Em algum momento da minha vida, não me lembro mais quando, ou sei lá, na época do fundamental, era muito difícil de me aceitar. Não sei se porque eu era realmente estranha e as pessoas pareciam me evitar, ou porque eu queria amigos e a maioria deles não queriam que eu fosse daquele jeito. Só sei que eu "mudei" várias vezes para agradar os outros, principalmente meninos. É, quando eu ficava afim de um menino, começava a escutar as músicas que ele gostava, ou então passava a me vestir de uma forma que pra mim não era confortável, mas que era parecido com as outras meninas. E eu sempre me decepcionava com o menino e sofria por não ser aceita por ninguém. Isso deve ser normal nas meninas, eu acho, principalmente quando estamos passando da infância pra adolescência. Mas eu não sei se foi com todo mundo, porque as outras meninas que andavam comigo, já tinham namorado trilhões de vezes ou ficado com vários garotos, e eu era rejeitada por todos. Eu fingia não me importar com isso, mas no fundo doía bastante e lá ia eu mudar de novo.
Um dia, eu percebi que isso não ia dar certo, e que eu realmente gostava de como eu era. Acho que foi quando pela décima quinta vez, uma amiga me disse para tirar a argolinha do nariz, que eu ficaria bem mais bonita. E eu que já estava cansada de escutar isso revidei dizendo que eu me sentia bem assim e que se gostassem de verdade de mim, me aceitariam com adereços, dívidas e defeitos. E me senti bem. Aceitei que se fosse pra eu namorar, namoraria com alguém que gostasse de mim como eu sou, sem ter que mudar nada. E eu me senti mais segura, com uma autoestima melhor e isso mudou tudo. Tive namorados depois disso, na verdade estou com o terceiro e o que mais e melhor me aceitou. Isso já faz um ano e quase dois meses e ele me aceita bem demais, chega a ser estranho. Me acha bonita até quando acordo. Vê se pode? UAHUAUHUHA
Claro, eu continuo estranha, talvez até mais. Me visto de uma forma diferente o suficiente pras pessoas ficarem me olhando com cara de incredulidade e eu adoro ser assim, acho que eu não seria feliz de outra forma. Minha mãe gosta do meu jeito, só me enche o saco por eu ser magra demais, mas eu também não vou engordar só porque ela quer. Antes ser magra, porque estou cansada de escutar minha irmã mais velha falando que quer emagrecer. Eu estou feliz, isso que importa. Se a cor do meu cabelo ou dos meus olhos é feia, eu gosto dela, acho que combina comigo. Até mesmo a minha magreza, gosto dela, é parte de mim e não quero mudar nada. Quero ser um pouco mais feminina, mas por escolha e decisão minha, não porque as pessoas querem. Quero saber como é usar salto pra sair, e vestidos, até mesmo pra ficar em casa. E ainda sim, eu me sentirei eu mesma.
E nunca mais vou cometer o erro de mudar por outra pessoa, porque certamente ela não faria o mesmo por mim. E sabe o que eu aprendi com isso? Que a maioria das pessoas são idiotas, e que os meninos se vestem quase todos iguais. E que se eu amar primeiro a mim mesma, o mundo todo passa a ser mais bonito.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Já faz um ano

Tanto tempo juntos.

E parece que foi ontem que tudo aconteceu. Quando eu te chamei de “FUTURA”.

E mesmo sem te conhecer totalmente. Você era meu confessionário, onde eu contava tudo sobre os meus problemas pra ti.

Quando eu sempre precisava você estava lá pra me ajudar!

Eu adorava pedir favores pra você. Se eu pudesse passava todo tempo conversando com você no MSN, porque você me fazia bem, me fazia feliz, sabia como me deixar feliz me tirar da solidão. :D

Talvez eu já estivesse apaixonado por ti naquele tempo e não sabia. :$

Até que suas amigas vieram me falar que você queria ficar comigo, então eu fui te perguntar se era verdade, e resolvemos ficar. :D

Até que chegou o dia.. Eu subi até a sua casa, e ficamos lá abraçados como se fosse um sonho.. “Só nos sabemos o que aquele dia significou”. Enfim eu prometia sempre voltar pra te ver.. Mas eu nunca voltava.. Mas isso já ficou pra traz. :D

Quando resolvi te pedir em namoro, você estava namorando. E eu não poderia fazer nada pra ter você ao meu lado.. Mesmo assim eu insisti no que eu realmente queria pra minha vida, demorou algum tempo mais você aceitou o meu pedido.

Hoje faz 1 ano que você aceitou namorar comigo, e no decorrer desse tempo já passamos tantos momentos juntos.. “shows, festas, cinema, passeios” enfim foi tudo tão maravilhoso, ainda mais estando ao seu lado. E hoje com todo esse tempo ao seu lado.. Eu consigo afirmar que eu sou totalmente “SEU” totalmente completo por ter você ao meu lado.

Eu amo você, Jordana Felipe Mariano.

Douglas de Oliveira Coelho

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Dias melhores.

"Vivemos esperando dias melhores."

Ultimamente os dias têm sido bem tranquilos e eu percebi que aprendi muitas coisas com a solidão. E só hoje, com toda essa plena felicidade, que eu posso perceber.
Por exemplo... Eu percebi que pra ser feliz de verdade, você tem que primeiro se aceitar. E eu sei que essa foi a parte mais difícil pra mim. Eu tentei ser igual às minhas amigas, eu tentei ser mais "arrumada", eu tentei ser de outra maneira pra chamar a atenção de meninos, mas não teve jeito. Eu sou assim e pronto. Não tem outro jeito de ser. Eu não me encaixo em mim mesma de outra forma... Se eu tentasse, estaria me traindo. Acho que se as pessoas se aceitassem exatamente como é a sua natureza, elas seriam mais felizes do que são hoje. Mas eu não nego que foi mais fácil perceber isso com uma pessoa que me ama verdadeiramente, ao meu lado. Ele me ajudou a enxergar tudo isso... Ele me deu outro ar.
Sabe o que mais eu percebi? Que a criação que recebi da minha mãe, foi a melhor que eu poderia ter recebido. Se eu tivesse recebido tudo na mão, na hora que eu quisesse... Eu não saberia viver. Esse é o ponto: pessoas mimadas não sabem viver. Pois cada coisa que elas "conquistam" foi sem esforço, foi sem luta e garra. Já as pessoas que conquistam de verdade as coisas que querem, se preparam melhor pro mundo, pois elas sempre estarão precisando conquistar algo... ou alguém.
Você acha que vai chegar no seu chefe e vai exigir algo? Não. Você vai conquistar esse algo.
Mas passando essa embromação... Eu cresci muito ultimamente; cresci em todos os aspectos e isso me fez bem, ou não. Porque quando vejo alguém muito mimado ou infantil, me dá uma vontade enorme de bater ou falar um monte de coisas pra ela; mas isso também é bom. Assim eu treino a paciência e o equilíbrio.
Eu percebi que tenho um monte de defeitos e a cada dia que passa, eu trabalho isso, tento mudar. Porque os defeitos não são natos, eles foram adquiridos no decorrer da nossa vida, então eles são modificáveis.. e prejudiciais. Eles eu não quero que permaneça. Eu os aceito como meu, mas não pretendo permanecer com eles. Definitivamente. Um dos meus maiores defeitos é: quando eu odeio, é muito difícil mudar isso, ainda mais quando a pessoa, na minha opinião é irrelevante, ou idiota, sei lá. A questão é que detesto pessoas sem personalidade, sem opinião própria e influenciáveis demais, isso eu acho que não muda. Nunca gostei e não acho que vou gostar agora. As pessoas deveriam ser verdadeiras e elas mesmas. Pessoas que ficam por aí imitando os outros ou seguindo modinhas relâmpago, pra mim não têm personalidade. Mas de que importa minha opinião né? Não quero ser odiada como o Felipe Neto, cada um com sua opinião, estamos em um país livre.
E sabe qual é o melhor de tudo nessa minha nova fase? É que a solidão não faz mais parte dela. Agora eu estou sempre rodeada de pessoas e quando não é assim, tem apenas uma pessoa comigo, o que eu chamo de meu ninho; a minha força, o meu dengo, a pessoa responsável por essas minhas mudanças. Ele foi a principal razão para tantas mudanças. Minha força ainda está na solidão, pois ela ensina as pessoas e ela ajuda as pessoas a crescerem. Mas hoje, minha solidão é outra. E, eu espero que continue assim. Até a luz do sol se apagar...

sábado, 31 de julho de 2010

Verdade que me leva a viver.

"Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez. Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar."

Por muito eu tempo eu guardei sentimentos, os guardei no fundo do meu coração. Na verdade, eu nem ao menos sabia que tinha esses sentimentos. Anos se passaram e eu te observei de longe, não tão de longe, mas sempre me mantive no anonimato, pois eu sempre pensei que nunca daria certo. Minha vida nunca foi boa, ou melhor, nunca tinha sido, até você aparecer. Você trouxe a cor pra minha vida, você trouxe luz. Evito pensar como seria um dia a vida sem você, será que eu voltaria àquela velha melancolia? Voltaria a escrever coisas sem sentido e dolorosas? Ou será que seria melhor? Não, melhor eu sei que não seria. Você é a minha vida. E como eu sempre te digo, o que somos nós sem uma vida? Simplesmente não existimos.
Às vezes, quando eu estou sozinha... Fico relembrando nosso passado, desde 2007, desde aquela primeira conversa no msn: "Seja bem-vinda gata." Sua primeira visita à minha casa ainda naquele ano, cada vez que eu beijo você, é como se fosse a primeira vez, aquela primeira vez. Naquele dia você me deu esperanças, foi como uma primeira cor se espalhando por um branco, um vago... Você se tornou naquele dia, o meu pensamento favorito. Mas de alguma forma, eu não me iludia muito, afinal, nunca deu certo com menino nenhum. Eu era estranha, sempre fui... Fui diferente de todas as meninas, toda a minha vida. E você sabia disso. E você aceitou isso. Você foi o único menino que mesmo me conhecendo desde sempre, gostava de mim e me aceitava do jeito que eu era. Eu gostava de você por conta disso... Eu podia ser eu mesma com você, nunca precisei parecer outra pessoa. Com você tudo sempre foi diferente e especial. De uma forma ou de outra, nós dois, mesmo namorando, éramos carentes e solitários. Meus namoros sempre foram "à distância" e os seus não foram dos mais amorosos e felizes. Eu os acompanhei, com vontade de mudá-los, com vontade de que você me desse uma chance pra te mostrar que há outras coisas na vida e que elas são melhores, mas você não dava o espaço que eu queria. Tudo que eu queria era te fazer procurar um futuro e sanar teu sofrimento. Quando você se sentia sozinho, me dizia que estava com saudades e então vinha me ver... Eu sempre pedia que você voltasse, você prometia voltar, mas não voltava... Eu sempre esperava. Na verdade, todas as vezes que alguém batia no portão, eu ia ver quem era, rezando pra que fosse você. E eu fiz isso dia após dia, sonhando com a hora que fosse realmente você. Eu me divertia com você, me divertia de verdade. Você me fazia rir como poucos... Você me alegrava de uma forma inexplicável, a ponto de me fazer dormir pensando em você, sempre. Sabe o que lembrei agora? Que em um dos seus dias de fossa, eu te mandei uma música da Fresno e aí começou sua fixação pela minha banda favorita; eu usava isso como desculpa pra poder falar com você. Pode parecer clichê ou falsidade, mas agora eu estou chorando. Lembrei também do começo de 2009, quando eu fui expulsa de casa e passei na AT pra me despedir de você, e você riu muito de mim chorando, com a mochila na costa. E então quando eu viajei pra Salvador e de lá te contei que ia morar com a minha avó, você disse: "Como a minha futura namorada vai embora?", e eu fiquei com isso na cabeça, mas não deveria, eu estava namorando. Mas mesmo namorando, com isso você reacendeu a minha paixão por você, que sempre foi mais forte do que qualquer outra paixão. Eu morei 1 mês com a vó e felizmente voltei. E eu passei a pensar em você de novo, passei a escrever as bobagens no caderno, passei a querer te ver todos os dias, e tentava fazer isso, por mais que eu soubesse que você não queria isso. Muitas opiniões a seu respeito foram criadas na minha mente; Que você era pegador, que você era metido, que você tinha o nariz em pé e era playboy. Eu me enganei todo aquele tempo. Um dia desses de fevereiro, nós brigamos pois eu não queria te entregar o caderno onde escrevia bobagens sobre você e foi uma briga séria, uma briga que quase me destruiu de dor. :~ Depois de 1 mês e meio veio e Carnaval, quando a gente voltou a se falar... Aquele clima estranho e você monossilábico comigo. A melhor coisa que aconteceu foi o abraço que você me deu depois de tanto tempo. Eu queria que o mundo tivesse parado naquele instante. No fim da festa a gente ficou, mas eu sabia que não seria a mesma coisa. Então eu resolvi não mais sofrer, e depois do Ramon eu nunca mais fiquei sem namorado, 6 meses com ele e depois veio o João Paulo, nesse tempo a gente ficou mais uma vez, aqui no campão na frente de casa, vendo as estrelas juntos, e depois o Lucas, 2 meses com ele e depois de uma briga séria entre nós dois, quem te chamou aqui em casa fui eu. Eu tava mal, muito mal e precisava de um apoio... Você veio e a gente se divertiu muito, esqueci temporariamente do quanto estava me doendo, você realmente sempre foi o meu remédio. E eu fiquei iludida de novo. Você foi embora e no outro dia eu te liguei, eu ainda lembro de tudo isso viu? 47 min no telefone, e eu nunca tinha escutado a sua voz daquele jeito.. Eu simplesmente estava encantada. No msn você me disse: "Boa noite minha futura." E eu fui dormir completamente feliz... Mas naquela noite o Lucas me ligou, pedindo desculpas e a gente acabou voltando. Acabou novamente as nossas esperanças, mas foi questão de uma semana. Depois que eu voltei com ele você passou a me pedir em namoro, mas você sabe, eu nunca acreditei realmente, afinal, quem estava falando era o "Loading", ele nunca falava sério, ainda mais para se pedir em namoro. E eu me perguntava todos os dias: 'Será que eu troco o certo pelo duvidoso?' E tinha medo, muito medo e você continuava me pedindo. Eu achei estranho, pois como você tava insistindo tanto em uma brincadeira? Aí chegou a festa do Morango, lembra? Naquele sábado, eu havia prometido que ia te ligar assim que você voltasse com a Coca-cola, e eu esqueci, fui pra festa... Mas você como é insistente, foi ligar a cobrar pra minha mãe pra saber onde eu estava. UAHUUHAUHA Ela me disse que um Douglas tinha ligado atrás de mim, e eu quase morri de espanto. Naquele sábado eu já havia jurado pra mim que colocaria um fim no nosso romance e seguiria em frente com o Lucas, sem nem lembrar de tudo que houve. Quando te encontrei na festa, você só estava morto de bêbado, mas não deixava de ser encantador. (# Eu te pedi uma última coisa e você fechou os olhos, eu te dei um selinho e você colocou seus braços na minha cintura, eu os tirei e você apelou eu fui atrás e você não voltou. Passei o resto da festa te procurando e nada. No domingo, eu percebi que o Lucas não estava nem aí pra mim, então eu mesma fui lá e terminei. Decidi aceitar o seu pedido de namoro. Eram 30 de agosto e tinha Festa do Morango de novo... Eu fui, na esperança de te encontrar, mas eu tava mal por conta do Lucas e tinha show do Edson e Hudson e eu chorei muito, mas acabei ficando com outro menino, não por vontade, mas pra não fazer desfeita. Depois disso, tudo que eu mais queria era te ver, era tudo que eu precisava... E quando eu pisei fora do portão da Festa, te vi e corri. Foi o melhor abraço que eu recebi na vida. E eu disse que te amava, tá que você tava mais bêbado que o dia anterior, mas ainda assim, me pediu em namoro, e eu disse sim e você disse: 'Então agora eu to namorado?' e eu respondi: sim. E você foi embora. No outro dia, de alguma forma eu sabia que não era verdade. Mas por incrível que pareça você subiu à minha casa. E por besteira minha a gente brigou feio e você me prometeu que nunca mais voltava... Mas dessa vez eu prometi a mim mesma que não te deixaria ir, era minha chance, a minha única chance. E eu te implorei pra ficar e você teimoso e decidido falou que iria... Eu insisti bastante e você também em dizer não e eu esgotada e com medo comecei a chorar e pedi que não me deixasse mais uma vez e então foi a primeira vez que eu te vi chorar... E você perguntou: "E se o que você estiver me pedindo for um erro?" e eu respondi: "Eu vou errar durante muito tempo." e você retrucou: "Eu posso errar junto com você?" e então te beijei e te abracei com urgência, o beijo mais macio que existia. Eu não acreditava que estávamos namorando, mas você insistiu que sim e disse que eu podia mudar o seu relacionamento se eu quisesse, e eu mudei, você prometeu que iria me buscar no outro dia, na escola... Nessa noite eu tive pesadelos, com você me dizendo que estava brincando, que eu não deveria ter levado a sério e acordei com um nó na garganta... Fui pra escola e mal assisti a aula, tudo que eu queria era que chegasse logo a saída. E chegou, e você estava lá e você me abraçou e me beijou na frente de todos. E tudo se concretizou de verdade...
No começo, ninguém botava fé no nosso namoro, mas todos se enganaram. Amanhã completamos 11 meses, e eu estou mais feliz do que nunca. Tenho planos de casamento e filhos com você, e eu sei que juntos podemos conquistar o mundo. Você me apóia e me ajuda em tudo que eu preciso, sempre está ao meu lado e vice-versa, somos uma dupla imbatível. Tudo que nós passamos juntos até hoje foi o suficiente pra eu te considerar o amor da minha vida. Tudo que eu queria fazer com a sua vida e com você enquanto te observava de longe, eu fiz. Hoje me sinto realizada, te vejo feliz e isso me deixa completamente alegre. A gente tem outra vida, muito diferente da que a gente tinha há 11 meses atrás. Sem bebida, sem más companias, sem tristeza.
Obrigada meu anjo, você é tudo que eu tenho na vida e tudo que eu quero pra mim, por todos os anos que virão...

Eu te amo mais do que tudo nesse mundo!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A vida.

"É feita das escolhas que fazemos, quem não escolhemos ser. É uma piada que não tem mais graça. E eu não vejo ninguém sorrindo aqui."
Não é fácil conquistar a vida que se almeja. Durante toda nossa infância, planejamos vidas de princesas, com prícipes encantados e riquezas sem fim. Porém, a única riqueza que nós temos é a de espírito. E infelizmente, nós a perdemos durante batalhas no decorrer da vida. Essas batalhas nos corrompem, nos fazem pessoas sem um bom espírito. E então o que nos resta? Sabedoria. Mas nem todos sabem usá-la, ou nem todos a adquirem. E sem um bom espírito e sem sabedoria, nós não somos nada. E aí, se já nascemos em berço de ouro, já nascemos prometidos para uma boa pessoa, de que tudo isso vai valer se não tivermos o bom espírito e a sabedoria? Um acompanha o outro, um complementa o outro. Pessoas sábias são interessantes e assim conquistam; se tiverem um bom espírito, ganham o mundo.
Eu realmente não sei porque estou aqui a essa hora digitando tudo isso... Apenas me deu uma grande vontade de escrever, pra aliviar, pra libertar. Eu não sei se eu tenho um bom espírito hoje. Eu o tive, e por bobagem, fui o perdendo aos poucos. Sei que dá pra recuperá-lo, e todos nós um dia o fazemos. Por bem ou por mal. Espero recuperá-lo de uma boa forma, porque da pior dói demais. Eu tive exemplos perto o suficiente para não querer isso pra mim e certamente, não quero pra ninguém. A vida é muito dura pra quem não aprende da melhor forma. Ela é cruel e traiçoeira, ela derruba e machuca sem dó nem piedade. E todos sabem que pode demorar. Mas a vida é implacável.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Você entra na faixa do desequilíbrio quando:
- requer cuidados além do necessário.
- procura fugir da sociedade para não se contaminar,
- preocupa-se desnecessariamente com a própria saúde,
- despreza o valor do trabalho honesto e produtivo,
- deseja "gozar" a vida, sem beneficiar a ninguém,
- reclama receber, despreocupando-se de dar.
Pare. Reflita um pouco. Só o amor pode equilibrar a sua vida.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Por acaso, ou não.

"O tempo revela todas as respostas dentro de cada um."
Quem acompanhou durante esses anos minha depressão, minhas loucuras, meus distúrbios, tem noção de que eu não sou uma pessoa tão equilibrada. Só tem noção. Porque da verdade mesmo, ninguém sabe... Hoje veio o reflexo de todos esses anos, de todos os últimos dias. E eu percebi que eu sou tão frágil quanto uma porcelana à ponto de cair. É assim que estou me sentindo; Frágil, indefesa, fraca. Minha depressão chegou em um estágio tão destrutivo que eu acredito estar desenvolvendo uma síndrome do pânico... E eu não estou brincando. Não gosto de brincar com coisas sérias. Eu tenho medo de sair de casa, eu tenho medo de andar no escuro, tenho medo de qualquer barulho ao meu redor e não consigo me manter num carro parado, de janelas abertas. Passei a tomar pavor e tenho medo de absolutamente tudo... E eu não sei como mudar ou melhorar isso. Eu tentei, mas o medo cada dia cresce mais. Nem a minha irmã mais nova tem medo da minha mãe... Porém, eu, morro de medo. Hoje discuti com a professora de português, voltei pra casa extremamente desanimada, com vontade de desistir de tudo. A única força que eu tenho é o Douglas, e acho que vai ser sempre a maior força. Ontem eu parei pra pensar; Eu me afastei das pessoas e hoje me sinto desconfortável quando alguém de fora tenta conversar comigo. Não sei, não gosto, me sinto estranha, me sinto idiota. Meus antigos amigos foram substituídos pela minha solidão... E o pior, é que quem vê de fora, pensa que está tudo bem. Mas se um, apenas um, vivesse dentro de mim por dois segundos, perceberia o caos que eu estou levando aqui. Eu não consigo explicar como está sendo. É muito ruim. Ter vontade de chorar o tempo todo, de ficar sozinha. De passar horas apenas pensando... E pensando em tudo que tá acontecendo. Enquanto todos estão despreocupados com o que está havendo com eles, eu estou quase pra morrer de tanta preocupação. Aí no meio desse caos, eu me vejo como o alicerce da minha mãe. Puts, eu pensei o tempo todo que ia fraquejar. E até agora consegui que ela não me visse chorar. Pra não se sentir fraca, pra não achar que estava tudo perdido. Mas está difícil. A cada vez que eu seguro o choro, minha cabeça dói demais. E diante de TANTOS problemas familiares e pessoais, se ver como o apoio de alguém é muito ruim. Queria eu que fossem problemas simples como das outras meninas da minha idade. Tenho uma inveja boa delas... Ao menos podem cuidar dos seus cabelos e sua beleza, sem se preocupar com a casa e com a família. Mal mal têm uma louça pra lavar. Já a realidade de uma menina sem pai e com duas irmãs, sendo você a mais responsável... É beeem diferente. Queria eu que as outras pessoas soubessem que eu sou tão humana quanto elas. Parariam de querer me ver no chão.

terça-feira, 23 de março de 2010

Mudanças.

Do estilo do blog ao estilo de vida, tudo mudou.
Eu confesso que ainda não me adaptei muito à nova rotina, mas é algo que eu vou ter que conviver até mudar de novo (porque querendo ou não, estamos em constante mutação) ou simplesmente ficar inerte (eu sou louca, é provável que aconteça). Prova de que eu mudo a todo instante, minha vida é dividida em fases. Tem fase que dura apenas um dia, já outra que dura uma vida, ou um mês, um ano... E assim vai. Eu não tenho um tempo certo ou definido pra acabar com tal coisa, enjoei, acabou. Mas têm fases que realmente mechem comigo. RBD foi a fase mais doce que eu tive... Foi o que mudou minha vida, minha história, foi o que me formou e ao contrário do que me disseram (que passaria depois de um ano), isso dura até hoje e eu com certeza não me desprenderei disso. Porque não foi uma paixão qualquer, foi amor de verdade, amor do mais puro e sincero que uma pessoa pode sentir e eu não me arrependo. De forma alguma.
Tive outras fases, com certeza. Hoje, estou numa fase que já dura 3 anos... Eu estou passando pela definição do meu caráter, do meu estilo, então essa fase é necessária. Eu sei que os sintomas da adolescência vão passar e tudo isso que eu estou vivendo vai refletir na minha fase "adulta" e vai ser tudo diferente, mutações importantes, das qual eu não abrirei mão. Viverei cada uma delas, dolorosa ou não, difícil ou não, eu enfrentarei.
A minha fase atual é bem confusa. Baixa autoestima, variação de humor, confusões, várias coisas e eu nunca sei como agir. Mas nessa fase eu sei que uma das decisões mais importantes da minha vida está sendo tomada. Se eu casarei ou não. Geralmente é nessa idade que o namoro sério surge (ao menos na minha família), que aparece o futuro marido. E eu estou com um namoro seríssimo, que eu tenho convicção de que virará um matrimônio repleto de muito respeito e amor. E então eu tenho que aprender a segurar a barra em muitas coisas e tenho de agir como alguém de mente aberta, alguém maduro. E graças a tudo que eu já vivi, eu sou madura até demais pra minha idade.
E isso não para. Vai ser sempre assim. Um enorme ciclo. Definição de vida. Eterna mudança.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Estilo.

"O estilo é apenas a ordem e o movimento que pomos nos nossos pensamentos." (George Buffon)
De uns tempos pra cá eu tenho discutido muito com outras pessoas sobre esse assunto. E como a maioria delas são do meu círculo social, concordamos em um ponto: As pessoas estão unificando. Não de uma forma boa, estão virando todas (vulgarmente falando) piriguetes ou playboys e isso meio que me revolta. Aí me perguntam: Porque? Simples assim: Essa unificação não é boa para skatistas e rockeiros (por exemplo), aí me perguntam: Porque? Porque se você parar para perceber... Como eles estão unificando, tentam usar de tudo do jeito deles. Começou com alargadores... Cara, ao menos no meu tempo de criança, eu só via skatistas e rockeiros usando alargador. E claro, nesse tempo, todo mundo julgava alargador como uma coisa bizarra, estranha, feia. E de uns tempos pra cá, você pode perceber que todo playboy tem um alargador, mas só um mesmo! Porque a modinha deles é usar em uma orelha só, aí você que é meio skatista ou rockeiro vê um moleque de A3, cheio de gel, com uma bermuda tactel e uma regata, com um só alargador na orelha, fica sim um tanto chateado por ter banalizado dessa forma um acessório que você achava legal... Depois de ver isso, tu acha bizarro, claro.
E depois vêm as menininhas... Poxa, nessa eu vou me incluir hein! Digamos que você é meio rockeira, meio emo, sei lá... Você tem um estilo legal que inclui acessórios legais e roupas legais. E você usa uma argolinha no nariz, que geralmente são pessoas rokeiras/emos/estilosas que usam. Quando você colocou seu piercing, você achava massa pra caramba saber que quase ninguém usava argolinha porque achavam feio e estranho. Suas amigas pirigas pediam o tempo pra você tirar porque era realmente feio. E você sempre se recusando, porque sempre achou estiloso. Beleza. Passado alguns anos, você sempre na sua alegria de ser diferente onde mora e de repente você se dá conta que tá uma febre de piercings onde você mora, e todos de argola. [A] Tudo bem, você aceitaria numa boa se soubesse que eram pessoas rockeiras/emos/estilosas que usam. Mas não é isso que você vê e sim piriguetes que andam com um top, shorts minúsculos, dançam funk proibidão e já pegaram simplesmente quase todos os garotos da sua cidade. Isso te choca e te revolta.
E é assim que eu me sinto. u_u
Sério, é muito chato, muito irritante você ver essas guriazinhas usando essas coisas sabe? E ver os playboys também, desse jeito. Pode ser sim egoísmo da minha parte, pode ser que eu esteja sendo individualista, mas é assim que eu vejo mesmo e isso me dá uma raiva imensa!
Então eu digo que essas pessoas não têm estilo! Na minha opinião, estilo é uma coisa única, é uma coisa criada por você mesmo e não seguida... Não é porque aquela coisa tá no momento que você vai usar... Não é assim. Você tem que usar coisas que tenham a ver com você, que definam sua personalidade, que te façam única do seu jeito.
E aí você vai numa festa -ou até mesmo na escola- e vê todas as meninas vestidas iguais, com um padrão de cabelo, com um padrão de calças, blusas, acessórios, sapatos e mochilas.
É realmente banal, muito mesmo. -.-

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Milonga.

"E os teus olhos que não podem nem mais se fechar, se toda vez que fecham te fazem lembrar memórias que a mente insiste em guardar pra te fazer chorar."
Eu tento me parecer forte diante dos meus inimigos, pois eu receio que um dia eles me vejam caída. Mas aí, enquanto eu estou pisando em ovos para parecer forte o tempo todo, vêm os meus aliados, aqueles que eu penso que me darão sempre a mão quando eu precisar e me empurram, me jogam na lama e debocham, zombam e pisam em mim. Eu tento achar uma luz no meu buraco, mas a luz que brilhava tão perto, hoje parece estar ofuscada, distante e eu me desespero. É difícil demais acreditar que sua própria mãe possa ser tão cruel a ponto de te rebaixar a tão pouco.
Desde que eu comecei a namorar o Douglas, eu fui criando uma barreira entre eu e minhas fraquezas e já fazia tempo que não ligava para o que diziam e aí minha mãe e minha avó se reúnem para me destruir, para me deixarem num estado que eu nem mais lembrava, estava distante. Eu me sinto insegura, fraca e indefesa de novo. Elas assinaram o meu contrato com o fracasso, sem drama. De tanto falarem que eu nunca vou ser ninguém na vida, eu vou acabar acreditando.
E aí eu acabo remexendo meu passado, vou lembrando de toda a dor e junta com as novas ofensas, as novas palavras e eu me pergunto: É mesmo minha mãe? Complicado você saber que saiu do ventre de uma pessoa que parece te repugnar, que te trata como se fosse um favor, como se te criasse por obrigação. Uma pessoa que te trata tão diferente das tuas irmãs, que te acha um estorvo na vida dela. Como é que a gente lida com isso?
#Estou de volta ao meu inferno pessoal, por muito tempo achei que isso era normal...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010

Depois de um maravilhoso 2000 inove, com as melhores mudanças, as melhores conquistas, os melhores momentos... Eu posso dizer que: Foi o melhor ano da minha vida até hoje. Tudo que eu mais queria, aconteceu ano passado! Eu encontrei o amor da minha vida, eu fortifiquei minhas verdadeiras amizades, eu vi o meu Flamengo virar Hexacampeão (que foi o melhor de tudo u_u ), vi minha maior Diva estourar profissionalmente e outras coisinhas mais que a gente não precisa comentar.
E então, espero entrar esse novo ano com o pé direito... Porque eu sei que esse ano promete. Pode ser que nunca alcance o poder que teve 2009, mas terá muitas coisas boas também, pois entrei o ano com a alegria mais plena até hoje. Acredito que esse ano eu caso ein. :D (Toddy brinks de morango).
Enfim, que esse ano que se inicia, posso ser refazedor para todos, e que traga a plenitude em tudo, à todos, porque a minhas conquistas, já se iniciaram.