Porque pra aprender a gente tem que sofrer tanto? Porque pra percebermos que só nós somos por nós mesmos, temos que primeiro nos apoiar nos outros e depois nos decepcionarmos? Porque acreditamos tanto em pessoas que nem nos dão valor? Porque confiamos tanto em pessoas que só querem nos ver caídos? Porque o ser humano é tão frio, tão instável? Porque o amor não prevalece na vida dos outros? Porque hoje, o luxo e a riqueza são as coisas mais importantes? Porque todo mundo não dá valor às coisas simples? E será que um dia, todos nós encontraremos alguém que nos queira bem e que nos ame de verdade? Será que um dia nós seremos indispensáveis a alguém? Será que quando eu morrermos, alguém vai chorar por nós? Vão sentir verdadeiramente a nossa falta? Temos alguém que nos ame de verdade? O que será esse vazio que me consome? O que será essa solidão que me arrasa? Tantas perguntas, nenhuma resposta. Mas todos sabemos, que todas essas perguntas, residem dentro de nós mesmos. Nós apenas devemos olhar verdadeiramente para o nosso interior e enchergarmos o que tememos, aceitemos nossos medos, assumamos nossos defeitos, sejamos realmente pessoas racionais. E sejamos felizes, mesmo sozinhos, talvez seja na solidão que encontraremos a nossa paz. Eu realmente não entendo porque ainda acho que minha felicidade se encontra em um outro alguém, a felicidade se encontra em mim, para eu amar alguém, tenho que primeiro me amar.
sábado, 15 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
1 mês.

"E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz"
Pra que melhor que o tempo pra gente aprender a conviver com as diferenças dos outros? Eu encontrei a melhor forma de se adequar à uma pessoa: amando-a. Se todos nós fossemos iguais, o mundo não teria graça, a escola não teria graça, trabalhar não teria graça, namorar não teria graça, é a diferença que nos faz mais loucos pela vida e pelo próximo, porque se todos fossem iguais, eu nem ao menos me relacionaria com uma pessoa, sabendo que ela é igual a mim, e igual a mim, já basta eu, já sou chata demais, duas de mim seria o fim. Bem, hoje em dia se relacionar é um desafio, a gente se submete à muitas coisas, muitas responsabilidades, e às vezes, as tão "amadas" diferenças, nos pregam peças, nos fazem penar e sofrer, mas são elas que nos ensinam...
É iniciando assim, que hoje, eu vim falar apenas do meu menino. Exatamente hoje, completa um mês que eu o vi chegando naquele pátio, daquele shopping, completa um mês que eu quase fiquei roxa de vergonha, que eu fiquei verde de felicidade e vermelha de alegria, eu juro, juro mesmo que eu só me senti tão feliz assim quando eu peguei na mão da Anahí, risos. E ver meu nenis aquele dia, não tem explicação cabível, não tem mesmo, foi "o" dia. Era o começo de tudo, o começo que eu achei que acabaria ali, pois como eu sempre digo, me aguentar é uma barra pesada, mas pela contrário, ali, ao menos ao meu ver, estava nascendo uma expectativa grande, de um garoto com ideais fortes, de opiniões formadas e vontade própria, tudo que eu queria em alguém que eu um dia fosse conhecer e que até aquele dia não havia aparecido. Com aquele pouco tempo, esse menino me fascinou, me trouxe paz, a paz que eu tava precisando, no momento certo. No outro dia, ao acordar, foi como se nada tivesse acontecido, afinal, eu ainda não acreditava que aquilo tava acontecendo, mas a minha maior testemunha, Rodrigo, estava lá, no papel de me fazer lembrar daquilo tudo e me dar apoio, o que eu queria. Na mesma semana, eu tive a sorte de vê-lo novamente, o dia foi louco, logo de cara ele conheceu 2/4 da minha família, assim, de uma vez, a reação das coroas não poderia ter sido melhor, ainda bem. E o dia foi tão perfeito quanto o sábado anterior... Ali, no cenário de onde tudo começou, meu menino conheceu uma parte de mim que nem ao menos meus amigos, os mais próximos conheciam. Meu lado família, meu lado criança, meu lado quase mãe. E depois de rir muuuuito da minha cara, nós passamos a tarde mais maravilhosa de um mês de Julho. As lembranças não poderiam ser melhores... E então, no fim de semana, eu, com minhas paranóias, provoquei o que eu menos desejava, eu jurava que conseguiria consertar, mas eu não consegui e foi na terça-feira que eu vi minhas expectativas ruirem, mas não totalmente, eu mantive minha fé ali, inabalável e tentei de tudo, o que foi em vão, e quando eu caí, me mantive cansada, algo veio pra me refazer, pra me reconstruir, o que eu mais precisava... Isso acabou colocando as coisas no lugar, talvez até o fez perceber que ele gostava de mim (ou não), o que importa é que tudo estava caminhando novamente pro lugar de origem. E então, na quarta-feira seguinte, eu levantei doente, mas com a expectativa de solidifcar o que eu havia começado, mais um dia pra ficar guardado nas melhores lembranças. Passar aquele dia lá, me deu a certeza de que puts, eu gostava demais daquele mlk, e que eu precisava mesmo dele comigo, ele era mais do que eu imaginava, um ser ogro, mas doce ao mesmo tempo. *-* Eu, assim como havia tentado, consegui me adaptar à aquele novo estilo radical de vida, ou era, ou não era. E eu que sempre vivi na corda bamba, penei pra aceitar uma só decisão, mas aprendi. E cada dia que veio seguindo depois daquele, foi ficando cada vez melhor, com mais surpresas, com mais amor, com mais carinho, compreensão e lados de ambos ainda não vistos. Último sábado agora (08/08) foi, pra mim, decisivo, eu coloquei na minha cabeça que agora eu assumia a minha responsabilidade, ou eu largava de vez, eu pude ver e conhecer um lado sensível do meu menino, que eu nunca havia visto em nenhum menino, nem nos meus amigos, muito menos quem eu já gostei, e pra mim foi, sei nem que palavra define aquilo, help. :s E sem contar em momentos que são meu e dele. == HEHE. E claro, não tem só a parte da melação toda não, o bom de tudo isso é ficar correndo pela área da casa dele pra tentar dar uma paulada (?) nele e os dois derrubarem as plantas tão amadas da tia Kelly. u_u Ou então tomar uma bronca na faculdade, andar quase na velocidade da luz pra tia Dulci não matar os dois, ou então ele conversar com mamadhi no telefone. Enfim, eu encontrei em um ser só tudo que eu estava esperando todo esse tempo, posso ser traída em minhas expectativas? Posso, com certeza. Mas eu não vou pensar nisso, senão eu não vivo. O melhor agora, é ver eu e ele, só, porque ele é o que mais me importa agora e até quando ele permitir.
Lucas, obrigada por esse 1 mês, que enquanto foi de agonia, também foi de alegria, obrigada pelo bem que você me fez, pelas vezes que me acalmou, pelas vezes que me escutou, pelas vezes que se preocupou comigo, e por ter me aguentado esse tempo todo. Você sabe, que por trás de todo o meu medo, receio, paranóia e chatice, tem o mais puro e verdadeiro carinho, que hoje são só pra você. Eu te amo muito muito meu amor. (L)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Lugar ao sol.

"Dias e noites, pensando no que fiz, eu sou um vencedor, eu lutei pelo o que eu quis. Mas quando não se pode mais mudar tanta coisa errada, vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo."
Hoje foi um dia extraordinariamente maravilhoso, ou melhor, estou tendo dias simplesmente fantásticos. Hoje, em especial, por conta da escola. Eu sempre fui uma pessoa que preza as notas e o rendimento escolar, e sem querer me auto-admirar, sempre tive facilidade com as matérias. Até chegar o ensino médio! Eu me separei de toda e qualquer pessoa que eu chamava de amiga/colega, não tinha mais com quem fazer exercícios, não tinha mais quem me ajudasse a estudar, e de repente, me vi tendo que me virar, do jeito que dava. Eu fiquei com medo, fiquei mesmo... E o 1º bimestre não poderia ter sido mais puxado do que foi. Correr atrás de Deus e o mundo pra poder trocar de turno, e ao conseguir mover para o matutino, tive que me fazer duas pra poder recuperar e tirar notas já aplicadas, resultado: Fiquei em duas e as notas foram as piores. .-. Aí eu me revoltei, eu sabia que eu podia mais do que isso, se eu quisesse e se eu me esforçasse, prometi à mim mesma que o 2º bimestre seria muito melhor, seria o inverso do 1º, pois bem, aqui estou-me. Semana passada, assim que as aulas retornaram, os professores já foram nos passando as notas fechadas e tal, até agora eu passei em todas, tirei a maior nota da sala em química, fiz o melhor trabalho de IC (que era em grupo de 12 pessoas e ninguém fez pn a não ser eu) e hoje eu nunca me vi tão bem ao ver uma nota de português, a maior nota da sala, com a melhor prova, prova gabaritada, notão mesmo... Eu quase saí gritando da sala de tanta felicidade, em todos os exercícios realizados com a professora, havia um elogio em relação à atividade, eu senti um orgulho enorme de mim, me senti melhor ainda ao saber que tudo isso que eu to conseguindo, eu busquei, eu lutei e eu consegui. Claro, devo créditos ao meu Antônio Andessen, meu cabrito pai, o mestre da física, o cabra que deu a força esse bimestre, colega de classe, inteligente, e super simpático, fico mais feliz ainda que ele também tá se saindo bem. Obrigada Mará. (L)
E claro, não deixo de comentar que eu passei em Física. [A] Acredite, passar em Física é raro na minha sala...
E a felicidade que eu estou tendo, não é só pela escola não... Eu tenho me libertado de tanta coisa ruim que me rondava, achei no Rodrigo o melhor dos refúgios, o melhor amigo que eu sempre quis ter, e encontrei no Lucas, o bem-estar que eu nunca tive, a felicidade nunca vivida, o sentimento mais doce. Tem muita gente envolvida nesse meu caso de alegria, e eu agradeço à todos, sabem quem são, todos sabem.
domingo, 9 de agosto de 2009
Dia dos pais.

"Pode ser que daqui a algum tempo haja tempo pra gente ser mais, muito mais que dois grandes amigos... Pai e filho talvez...
Pai! Pode crer, eu tô bem, eu vou indo. Tô tentando, vivendo e pedindo com loucura pra você renascer..."
Hoje, pra mim, o dia é comum, a não ser pela dor que tá me destroçando por dentro, a dor que eu sinto toda vez que chega essa data. Por inúmeros anos, na minha infância, eu via ser realizado almoços na família pra comemorar o dia dos pais, todos se reuniam, meus primos e tias compravam presentes, escondiam pra dar na data, e eu sempre ajudando nos preparativos, sem ter com quem comemorar esse dia. Cara, eu nem ao menos sei quem é meu pai. Tendo que escrever isso aqui, eu tenho que revirar memórias do passado, eu tenho que reviver memórias, e eu me lembro tão bem de que até meus sete anos, eu não tinha nem ao menos noção de quem ou como era o meu pai! Foi aos oito anos que eu vi pela primeira vez uma foto dele... Eu ficava criando na minha cabeça o cabra que ajudou a me colocar no mundo, vinham homens inimagináveis na minha cabeça. oO E gente, como foi grande a minha emoção ao ver uma foto do meu grandão, isso eu jamais vou esquecer, foi como se eu tivesse me encontrado com ele, foi bem perto disso, porque eu chorei muuito. Mas bem, se eu continuar a falar de coisas tristes aqui, vou chorar até passar mal, e meu dia foi até legalzinho, não tem porque eu ficar triste exatamente agora, afinal, tenho minha mãe que é pai&mãe, pra que melhor?
Aliás, sexta feira eu passei o dia na casa do vovô paterno (o único vovô que eu tenho e a figura paterna mais próxima), com direito a presente e tudo, afinal eu nunca dei nada ao meu velhote... Fui pra lá de manhã com a minha irmã mais velha e a única que eu tenho do sangue do pai, e a gente se divertiu muito, foi um tempo proveitoso e de grande valor. Meu avô ficou super feliz com o presente, e eu fiquei mais feliz por vê-lo feliz. A gente riu muito e eu até fiquei sabendo o valor da herança, dinheiro considerável ein. ;D A melhor parte do passeio foi quando o meu avô me chamou pra ir buscar um negócio com ele em outra cidade, eu nunca fiquei sozinha com ele, então foi um tempo legal, a gente conversou bastante, trocamos ideias até sobre futebol, mostrei pra ele que não deixei a desejar com o Mengão, time da família. *-* Então, hoje eu liguei pra ele novamente, desejei tudo de melhor e tal e tentei mostrar o quanto ele é importante na minha vida, e quanto eu o amo, quanto me emociono ao falar dele, queria dizer também que eu sem dúvida daria minha vida pela dele e que ele é meu garotinho, sim, meu garotinho.
E pra finalizar isso aqui, eu quero desejar a todos os papais o melhor 'Dia dos Pais', e para os filhos, eu tenho a dizer: Dê valor ao teu velho, você nunca sabe até quando ele vai estar ali por você, quando você menos imaginar, você cresceu e o papai não vai mais estar ali, valoriza galera, valoriza.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Infância.

"E se lembrou de quando era uma criança e de tudo que vivera até ali, e decidiu entrar de vez naquela dança."
Semana passada, quando ainda estava tudo complicado, embaraçado, confuso, eu resolvi rever conceitos de todos os tipos. Eu revi minhas amizades, amores, família... Principalmente família! E eu fiz uma limpeza geral em absolutamente tudo, e me libertei de coisas de muitos anos... Eu parei pra pensar em como foi minha infância, ou melhor, como foi minha vida desde que meu pai faleceu, tentei resumir minha vida desde aqueles 1 ano e 11 meses. E semana passada eu percebi que durante esses quase 14 anos, eu me fiz de vítima, eu culpei o tempo todo a minha mãe, eu a culpei por não ter tido uma infância, eu a culpei por não ter tido carinho, eu a culpei por eu ter me criado sozinha. Mas eu esqueci de uma coisa, talvez a mais importante. Que além de meu pai, ele era o marido dela. Eu esqueci que ele partiu deixando duas filhas, deixando mamãe desamparada e sem ter pra onde correr. Quando eu parei pra refletir verdadeiramente sobre isso, eu me senti o ser mais egoísta do mundo, eu percebi como eu fui egocêntrica durante todo esse tempo... Não diminuo minha dor, mas aumento a da minha mãe. Estava lembrando das histórias da minha mãe ter entrado em depressão profunda depois que ele partiu, de quando vovó me contou que ela tentou se jogar no mar porque não aguentava mais, e lembrando disso tudo, eu percebi que minha mãe é a pessoa mais forte e mais foda que existe, por mais que ela tenha defeitos, todos nós temos e eu me orgulho tanto dela por ter aguentado a barra sozinha, porque criado nós três sozinha. E eu só quero ser alguém, pra poder retribuir todo o esforço, pra ser a filha que ela sempre quis... Porque eu sei que assim como eu sou carente, ela pode ser muito mais que eu, e ela já sofreu MUITO mais do que eu nessa vida. Na boa, minha mãe, é muuuuuito mãe. *-*
Mas sem fugir do propósito, eu revendo minha infância esses dias também, percebi que eu fui uma criança feliz, porque como toda criança, eu tinha um mundo secreto, onde só entrava quem eu queria, e tudo lá acontecia do jeito que eu queria.. Lá eu era uma princesa, que tinha muitos amigos, e que quando voltava da escola, tava voltando pro palácio, pra poder ir brincar com suas bonecas... Eu realmente não me lembro de sentir tanta falta de carinho naquela época, o que hoje é tão essencial pra mim... Mas enfim, hoje eu to meio der, não to dizendo coisa com coisa... O que eu queria realmente passar, é meu agradecimento à mamãe e dizer que apesar de tudo, eu fui uma "criança" feliz, uma criança de muita responsabilidade desde cedo, mas feliz!
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