segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bipolaridade.

Uou, consegui, por fim, voltar aqui, pra refazer minhas palavras. Ontem, voltei 02:00 da festa do Morango, que foi especialmente boa. Sabe o que é você curtir um bom show, com boas companias, com alegria considerável? Foi assim! Avemaria, foi a melhor festa do morango que a gente já foi, eu e as meninas, claro, eu e a Nayara ficamos de velinha o show todo, mas em partes foi bom, afinal, a gente fez amizade com os amigos do Eduardo e de lá saímos com mais pessoas no nosso ciclo pessoal de amigos. (y) E quando acabou o show, depois de muito dançarmos, de pularmos, gritarmos e rirmos demais, fomos pro parquinho! Quer alegria maior que essa? :D Brincamos na barca (que é particularmente um vício meu) e depois quando estávamos saindo, encontrei o Douglas, novamente bêbado... O pior de tudo é que ele bêbado e ele são, é quase a mesma coisa. .-. Mas enfim, nunca senti tanto alívio ao ver alguém, como eu senti quando vi meu lobo uivante e eu nem sei porque, juro que não sei. Passei aquele tempo com as meninas e os amigos do Eduardo, um tempo bom, mas quando eu vi o Doug, foi como se eu tivesse voltado pra casa, me sentia bem e então o abracei com alívio... Tá, tava tudo bem até minha mãe me ligar louca da vida, falando que já estava em casa e eu estava com a chave de casa e do quarto dela, bem, ela gritou horrores comigo. [DD] Por fim, engraçado foi a volta. Eu e os amigos do Eduardo, correndo 01:30 da manhã pela principal de Brazlândia pra chegar rápido em casa... Nunca havia corrido de madrugada aqui. Cheguei em casa, ninguém disse absolutamente nada sobre o ocorrido e minha mãe já estava de boa. Moss, foi só o tempo de eu literalmente cair na minha cama e num sono profundo. Não sei que milagre, macumba ou impulso que me fez levantar 06:00, tomar banho e ir pra escola. Vamos relevar que tudo em mim doía, meus olhos estavam ardendo e doendo e eu estava com cara de bêbada com ressaca. :O Assisti as aulas quase dormindo e voltei pra casa, decidida a sumir uns tempos... Terminei minhas obrigações e dormi a tarde INTEIRA, deitei às 14:00 e só levantei às 18:00, aí eu já estava bem, estava refeita e havia pensando e repensado no caso de realmente sumir. Aí eu revi meu fim de semana, revi minhas alegrias e percebi que não vale a pena me deixar levar por qualquer bobagem. Eu tenho todo um histórico de felicidade, de momentos bons, não vai ser uma crise boba que vai me abater. Eu vou permanecer aqui e não vou cair, pra mim, é só mais um desafio e eu gosto de desafios. Estou estranhamente feliz, e gosto disso...

Milonga.

Com um sumiço repentino, acreditamos poder resolver todos os nossos problemas. Eu acredito nisso. E bem... Pode até ser que seja, que ajude a resolver, ao menos ameniza o âmago, nos tranquiliza e abre espaço pra descansar a mente, pra se acalmar. Eu acho que isso pode resolver ou pode piorar. Ontem me deparei com problemas muito diferentes do que os que já havia me deparado, dificuldades outra vez difíceis e por escolha, opção ou burrice, eu estou mais uma vez sozinha nessa e não tenho mesmo ninguém mais pra me ajudar, além de mim mesma. A tristeza tentou me rondar, mas dessa vez ela não conseguiu, vou tentar algo novo, diferente do que eu já tentei; Eu vou seguir com esse maldito problema de cabeça erguida, sem estar triste, me cercando das pessoas que eu amo, encontrando forças nelas e eu sei que posso encontrar, ao menos agora! Amanhã pode ser que eu tente achar nelas minha força, e elas estejam cansadas desse jogo, o que importa é que dessa vez eu não sou a vítima, não existem mais vítimas, todos nós somos causadores do nosso próprio sofrimento, direta ou indiretamente. Mas estou fugindo, vou tentar resolver, eu vou resolver. E se isso piorar, eu largo de mão, me entrego mais uma vez, acho que mais 2 anos perdidos enfiada num buraco meu, não serão tão ruins assim.
Mas bem, quem sabe semana que vem a gente se esbarra, muak. :*

domingo, 30 de agosto de 2009

Eu sei que tive sorte.

"Dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos na mesma direção. Aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim?"
No decorrer dos nossos dias, da nossa vida nós encontramos pessoas que muitas vezes marcam nossa história, nos ajudam a construir uma história e quem sabe ajudam a construir nosso futuro. Nós devemos dar muito valor à essas pessoas, mas quando se merece. Porque, o que podemos fazer quando essas pessoas não demonstram interesse no que se sente? O que podemos fazer, quando pra essas pessoas, o que tu sente, não influi em absolutamente nada em sua vida? São respostas pra essas perguntas que eu procuro no meu dia-a-dia, e ainda não encontrei. Eu tenho esperanças de encontrar todas essas respostas, mas sei que com isso aparecerá outras perguntas e isso nunca vai cessar, porque eu, sou uma pergunta. Enfim, não é exatamente isso que eu quero dizer, eu quero indiretamente, falar sobre um alguém... Alguém esse que eu tenho demasiada afeição, alguém esse que ocupa minha mente todas as horas do meu dia; Que me toma preocupação, que me toma alegria, que me toma até mesmo a calma... Mas que me devolve serenidade, que me traz carinho e me faz (às vezes) me sentir importante. Eu daria muita coisa pelos pensamentos desse alguém, eu queria mesmo saber tudo o que ele pensa e o que ele acha do mundo em si, eu queria saber, se de um jeito ou de outro, eu proporciono alguma sensação à ele. No decorrer do meu tempo com esse alguém muitas coisas foram se aperfeiçoando e muitas coisas foram mudando, foram muitas mágoas, muitas brigas, mas também muito carinho, sim, pra mim, tempos de interminável alegria foram vividos... São risos que serão guardados em mim e nele também! Sobre coisas banais, acontecimentos corriqueiros, ou simples erros bobos... Mas que nos fizeram guadar com certa admiração (ou não). Eu tenho à dizer a esse alguém inúmeras coisas, que não seriam postadas num blog, eu tenho inúmeros desabafos, que daqui não saem por medo, por receio... Pensamentos como: E se ele não gostar do que eu estou dizendo? E se ele se for para sempre? E se me deixar sozinha? Mas aí eu paro e penso: Mas, ele se importa como, ou tanto quanto eu me importo com ele? Ele ao menos liga se eu vou dizer isso ou aquilo? Isso faz diferença na vida dele? E bem, ele se preocupou com isso quando me disse tudo aquilo? E mais perguntas aparecem... E então eu me calo, abandono pensamentos e então vêm à mim, as lembranças, só as boas lembranças, eu ainda não entendo porque sou boba assim... Minha mente guarda apenas os melhores momentos, só guarda as sensações boas; Se fosse ao contrário, será que eu seria mais feliz? Será que eu conseguiria falar tudo que eu quero sem medo? Ou eu seria mais infeliz ainda? Eu conseguiria guardar mágoas e fingir que o odeio? Mas de que adianta, se eu o quero tão bem e tão feliz?
Você sabe, mais do que eu, de quem estou falando... E então, se um dia quiser, me responda ao menos metade do que eu pergunto e saiba meu menino que eu te amo de todo coração, e que você é importante pra mim, e sempre será...

sábado, 29 de agosto de 2009



"E nada vai fazer voltar o tempo que eu perdi tentando te falar que eu não consigo respirar com medo de chorar, de ouvir você falar "não"!"

O dia foi ruim, o clima tá tão tenso, mas tão tenso que meu corpo todo dói, mesmo sem ter feito muito esforço o dia todo. As vibrações não têm sido das melhores, a indecisão me ronda, as brigas me cercam, eu estou meio sem saída. Hoje foi a treva, literalmente. Briguei com a coroa, briga feia, com gritos e humilhações da parte dela, já devia ter me acostumado com certos palavrões que ela difere à cada briga, mas ainda não me conformei. Eu deitei à tarde e chorei demais, sem perceber... Só me dei conta de que chorava, ao perceber meu travesseiro todo molhado, os olhos inchados e uma ideia tentadora de suicídio. Isso que mais me dá medo! A cada briga infernal aqui, a ideia me cerca, tentadoramente... E eu temo um dia encontrar coragem o suficiente pra realizar a façanha.

Enfim, eu não vim aqui pra falar disso, não mesmo. O que me traz aqui, é uma das minhas infelicidades; Uma briga com um moleque que eu considero demais, um moleque maravilhoso, que eu amo muito, não convém agora falar o nome, até porque quero evitar a fadiga. :x Eu já vi esse moleque ir até o fim só pra ver as consequências das coisas, eu já vi esse moleque me pisar e me esnobar pra ver qual seria o fundamento, eu já vi esse menino me controlar com facilidade inexplicável, mas mesmo assim eu o perdoei todas as vezes, eu voltei ao caminho dele todas as vezes que ele quis, eu fui boba o suficiente pra agir como se nada tivesse acontecido. E depois de tanto tempo, esse menino, volta com tudo desfazendo tudo que eu havia feito, derrubando toda a muralha que eu havia construído contra ele, destroçando tudo por onde ele passou, e mesmo assim, eu o amava, com tanta ternura, ternura capaz de me fazer indecisa entre o certo e o duvidoso, e ao escolher o certo, eu o decepcionei, eu o magoei, e ele me culpou e eu sofri. Eu me senti culpada, eu queria apenas tê-lo dentro de mim, guardado, pra que ele nunca se magoasse comigo... E como se não bastasse, eu disse à ele, que precisava conversar, e ele perguntou sobre o que e eu disse que só pessoalmente, e ele insistiu, e eu recusei, e ele insistiu e eu desisti, então ele apelou, e ele então, me abandonou mais uma vez, com promessa de nunca mais falar comigo, e eu o conheço bem, conheço-o o suficiente pra saber que ele vai cumprir o que deseja, e vai me destruir mais uma vez... Quando pedi pra conversar, pessoalmente, eu apenas queria pedir perdão, de coração, queria conversar sobre o que eu fiz com ele, pra que ao menos amenizasse a mágoa dele e a minha culpa, e eu queria uma despedida distinta, sentir o abraço bom dele, apenas mais uma vez, pra voltar pra minha jaula, pra minha prisão, eu de verdade, queria senti-lo pela última vez... Mas no momento eu sinto apenas a minha dor, grande dor, de um dia infernal, interminavelmente melancólico.

Me perdoe rei, me perdoe por minha imaturidade, me perdoe por minha infantilidade, mas eu não consigo sentir raiva de você e nem mágoa, eu só não quero tirá-lo de mim, eu só o quero cada vez mais perto, cada lembrança ronda minha cabeça, cada riso, cada momento, tá guardado e tá doendo... Não me abandona, por favor. :\

E essa foi só mais uma história sobre alguém e sobre ninguém, confusa, como sempre...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Veste algo quente que o frio vai chegar!

Simples vontade de escrever. Depois de me esclarecer, esclarecer o que eu precisava, esclarecer o que eu queria, eu me acalmei. Eu estou feliz, não por tudo ter se estabilizado, eu estou feliz por um fato muito banal; O frio que está fazendo. Eu sempre fui apaixonada pelo frio, pelo tempo frio... Me trazem tão boas recordações, da minha infância, dos meus momentos de felicidade, sozinha. E em todas essas lembranças, o frio está presente. É bom ficar embaixo do cobertor, comendo qualquer coisa e assistindo TV. E ontem choveu, choveu muito, e isso me deixou mais feliz ainda. Melhor que o frio, só o frio com chuva! O barulho que a água fazia ao bater no telhado me fazia voltar à todos os momentos de solidão e felicidade, unidas numa gostosa sensação... Eu dormi bem com esse barulho de chuva, dormi extremamente bem. Mas não sei porque, ontem, enquanto chovia, eu senti uma necessidade enorme de ter alguém comigo, de ter alguém me abraçando forte naquele frio, ao menos tentar mudar minhas lembranças de chuva com solidão. Eu queria alguém aqui pra deitar no sofá comigo e ficar abraçado embaixo dos cobertores, eu queria, mas não tive... E hoje, eu voltando do CILB, passei pelo lago e ele estava super agitado, nunca havia visto ele daquela forma, e então eu deixei o vento bater em mim, eu senti aquele frio, e voltei mais feliz ainda pra casa, porque hoje, o frio ainda está aqui...