domingo, 30 de agosto de 2009

Eu sei que tive sorte.

"Dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos na mesma direção. Aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim?"
No decorrer dos nossos dias, da nossa vida nós encontramos pessoas que muitas vezes marcam nossa história, nos ajudam a construir uma história e quem sabe ajudam a construir nosso futuro. Nós devemos dar muito valor à essas pessoas, mas quando se merece. Porque, o que podemos fazer quando essas pessoas não demonstram interesse no que se sente? O que podemos fazer, quando pra essas pessoas, o que tu sente, não influi em absolutamente nada em sua vida? São respostas pra essas perguntas que eu procuro no meu dia-a-dia, e ainda não encontrei. Eu tenho esperanças de encontrar todas essas respostas, mas sei que com isso aparecerá outras perguntas e isso nunca vai cessar, porque eu, sou uma pergunta. Enfim, não é exatamente isso que eu quero dizer, eu quero indiretamente, falar sobre um alguém... Alguém esse que eu tenho demasiada afeição, alguém esse que ocupa minha mente todas as horas do meu dia; Que me toma preocupação, que me toma alegria, que me toma até mesmo a calma... Mas que me devolve serenidade, que me traz carinho e me faz (às vezes) me sentir importante. Eu daria muita coisa pelos pensamentos desse alguém, eu queria mesmo saber tudo o que ele pensa e o que ele acha do mundo em si, eu queria saber, se de um jeito ou de outro, eu proporciono alguma sensação à ele. No decorrer do meu tempo com esse alguém muitas coisas foram se aperfeiçoando e muitas coisas foram mudando, foram muitas mágoas, muitas brigas, mas também muito carinho, sim, pra mim, tempos de interminável alegria foram vividos... São risos que serão guardados em mim e nele também! Sobre coisas banais, acontecimentos corriqueiros, ou simples erros bobos... Mas que nos fizeram guadar com certa admiração (ou não). Eu tenho à dizer a esse alguém inúmeras coisas, que não seriam postadas num blog, eu tenho inúmeros desabafos, que daqui não saem por medo, por receio... Pensamentos como: E se ele não gostar do que eu estou dizendo? E se ele se for para sempre? E se me deixar sozinha? Mas aí eu paro e penso: Mas, ele se importa como, ou tanto quanto eu me importo com ele? Ele ao menos liga se eu vou dizer isso ou aquilo? Isso faz diferença na vida dele? E bem, ele se preocupou com isso quando me disse tudo aquilo? E mais perguntas aparecem... E então eu me calo, abandono pensamentos e então vêm à mim, as lembranças, só as boas lembranças, eu ainda não entendo porque sou boba assim... Minha mente guarda apenas os melhores momentos, só guarda as sensações boas; Se fosse ao contrário, será que eu seria mais feliz? Será que eu conseguiria falar tudo que eu quero sem medo? Ou eu seria mais infeliz ainda? Eu conseguiria guardar mágoas e fingir que o odeio? Mas de que adianta, se eu o quero tão bem e tão feliz?
Você sabe, mais do que eu, de quem estou falando... E então, se um dia quiser, me responda ao menos metade do que eu pergunto e saiba meu menino que eu te amo de todo coração, e que você é importante pra mim, e sempre será...

sábado, 29 de agosto de 2009



"E nada vai fazer voltar o tempo que eu perdi tentando te falar que eu não consigo respirar com medo de chorar, de ouvir você falar "não"!"

O dia foi ruim, o clima tá tão tenso, mas tão tenso que meu corpo todo dói, mesmo sem ter feito muito esforço o dia todo. As vibrações não têm sido das melhores, a indecisão me ronda, as brigas me cercam, eu estou meio sem saída. Hoje foi a treva, literalmente. Briguei com a coroa, briga feia, com gritos e humilhações da parte dela, já devia ter me acostumado com certos palavrões que ela difere à cada briga, mas ainda não me conformei. Eu deitei à tarde e chorei demais, sem perceber... Só me dei conta de que chorava, ao perceber meu travesseiro todo molhado, os olhos inchados e uma ideia tentadora de suicídio. Isso que mais me dá medo! A cada briga infernal aqui, a ideia me cerca, tentadoramente... E eu temo um dia encontrar coragem o suficiente pra realizar a façanha.

Enfim, eu não vim aqui pra falar disso, não mesmo. O que me traz aqui, é uma das minhas infelicidades; Uma briga com um moleque que eu considero demais, um moleque maravilhoso, que eu amo muito, não convém agora falar o nome, até porque quero evitar a fadiga. :x Eu já vi esse moleque ir até o fim só pra ver as consequências das coisas, eu já vi esse moleque me pisar e me esnobar pra ver qual seria o fundamento, eu já vi esse menino me controlar com facilidade inexplicável, mas mesmo assim eu o perdoei todas as vezes, eu voltei ao caminho dele todas as vezes que ele quis, eu fui boba o suficiente pra agir como se nada tivesse acontecido. E depois de tanto tempo, esse menino, volta com tudo desfazendo tudo que eu havia feito, derrubando toda a muralha que eu havia construído contra ele, destroçando tudo por onde ele passou, e mesmo assim, eu o amava, com tanta ternura, ternura capaz de me fazer indecisa entre o certo e o duvidoso, e ao escolher o certo, eu o decepcionei, eu o magoei, e ele me culpou e eu sofri. Eu me senti culpada, eu queria apenas tê-lo dentro de mim, guardado, pra que ele nunca se magoasse comigo... E como se não bastasse, eu disse à ele, que precisava conversar, e ele perguntou sobre o que e eu disse que só pessoalmente, e ele insistiu, e eu recusei, e ele insistiu e eu desisti, então ele apelou, e ele então, me abandonou mais uma vez, com promessa de nunca mais falar comigo, e eu o conheço bem, conheço-o o suficiente pra saber que ele vai cumprir o que deseja, e vai me destruir mais uma vez... Quando pedi pra conversar, pessoalmente, eu apenas queria pedir perdão, de coração, queria conversar sobre o que eu fiz com ele, pra que ao menos amenizasse a mágoa dele e a minha culpa, e eu queria uma despedida distinta, sentir o abraço bom dele, apenas mais uma vez, pra voltar pra minha jaula, pra minha prisão, eu de verdade, queria senti-lo pela última vez... Mas no momento eu sinto apenas a minha dor, grande dor, de um dia infernal, interminavelmente melancólico.

Me perdoe rei, me perdoe por minha imaturidade, me perdoe por minha infantilidade, mas eu não consigo sentir raiva de você e nem mágoa, eu só não quero tirá-lo de mim, eu só o quero cada vez mais perto, cada lembrança ronda minha cabeça, cada riso, cada momento, tá guardado e tá doendo... Não me abandona, por favor. :\

E essa foi só mais uma história sobre alguém e sobre ninguém, confusa, como sempre...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Veste algo quente que o frio vai chegar!

Simples vontade de escrever. Depois de me esclarecer, esclarecer o que eu precisava, esclarecer o que eu queria, eu me acalmei. Eu estou feliz, não por tudo ter se estabilizado, eu estou feliz por um fato muito banal; O frio que está fazendo. Eu sempre fui apaixonada pelo frio, pelo tempo frio... Me trazem tão boas recordações, da minha infância, dos meus momentos de felicidade, sozinha. E em todas essas lembranças, o frio está presente. É bom ficar embaixo do cobertor, comendo qualquer coisa e assistindo TV. E ontem choveu, choveu muito, e isso me deixou mais feliz ainda. Melhor que o frio, só o frio com chuva! O barulho que a água fazia ao bater no telhado me fazia voltar à todos os momentos de solidão e felicidade, unidas numa gostosa sensação... Eu dormi bem com esse barulho de chuva, dormi extremamente bem. Mas não sei porque, ontem, enquanto chovia, eu senti uma necessidade enorme de ter alguém comigo, de ter alguém me abraçando forte naquele frio, ao menos tentar mudar minhas lembranças de chuva com solidão. Eu queria alguém aqui pra deitar no sofá comigo e ficar abraçado embaixo dos cobertores, eu queria, mas não tive... E hoje, eu voltando do CILB, passei pelo lago e ele estava super agitado, nunca havia visto ele daquela forma, e então eu deixei o vento bater em mim, eu senti aquele frio, e voltei mais feliz ainda pra casa, porque hoje, o frio ainda está aqui...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Só mais um dia comum.

As coisas, de alguma forma, começaram a ir para o lugar certo e por incrível que pareça, acredito que não foi por qualquer esforço meu, ou talvez tenha sido, não importa. O fato é que eu estou caminhando novamente para a minha paz, essa semana eu comecei uma "investigação" sobre Clarice Lispector e foi em suas palavras e em sua expressão que eu me encontrei, ou ao menos encontrei alguém com pensamentos e sentimentos parecidos com os meus, ou melhor, achei uma mulher que se estivesse viva, me entenderia. Desde segunda, depois de muito pensar, eu resolvi fugir de tudo, dessa vez sim, eu vou correr. Vou fugir de mim, vou fugir do mundo, fugir dos meus problemas... Eu estou agindo por mero impulso, estou entregue aos meus sentimentos, sou agora da emoção. Não sei o que me deu, eu sempre fui contrar agir por emoção e hoje, pelo contrário, estou apoiando à ela. Mas enfim, isso tá em partes me ajudando, como eu disse, as coisas estão caminhando pro lugar, tem algumas coisas confusas ainda, fora do lugar, mas eu tenho coragem o suficiente pra resolvê-las, a obscuridade que até ontem me rondava, sumiu, sendo substituída por súbita esperança, que eu também não sei de onde veio. Enfim, tudo está normal, ou diferente, as brigas com a minha mãe que ainda estão do mesmo jeito, ou piorando, mas isso é o de menos, estranho seria se elas não mais ocorressem.

"Sim, minha força está na solidão." (Clarice Lispector)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Angústia.

E mais uma vez a angústia me persegue. Angústia aquela que só aparece quando algo não me faz bem. Tem algo intragável na minha vida que está me tapando a felicidade, algo que está me prendendo, que está tirando meu sossêgo. Quando eu penso que estou feliz, vem essa maldita angústia e estraga tudo, me mostra que eu ainda sou humana e que ainda me prendo às coisas terrenas. Tudo seria mais fácil se todos fossem livres, não se prendessem à nada, não se magoassem com nada. Mas infelizmente ainda há os que magoam e os que são magoados. Só mais alguma coisa: Seria mais fácil se as pessoas fossem sinceras, e não nos prendessem por nada. Enfim, eu estou mergulhada num mar de indecisão, e essa água obscura está me afogando. Preciso de pessoas queridas ao meu redor, mas onde estão? Logo agora quando eu mais necessito...