
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Devaneios...
Dias atrás, enquanto trabalhava, me peguei pensando no quanto eu gostava de escrever e me perguntei porque não mais o fazia. E sabe qual foi a minha resposta? Vergonha. Vergonha de expor o que eu sinto, vergonha das pessoas saberem o que se passa na minha cabeça, e foi então que eu percebi o quanto mudei. E eu sei reconhecer que em algumas partes, não foi pra melhor.
Esse blog surgiu da minha vontade de ter onde expor o que eu sentia, e sei lá, sobre meus devaneios também. Era sobre isso que eu gostava de escrever. Até pouco tempo atrás eu também tinha um blog sobre Moda, mas não me dava tanto prazer porque eu passei a encarar como uma obrigação e dessa forma me sobrecarreguei e comecei a deixar de lado coisas e afazeres mais importantes, e então larguei. Morro de vontade de reativá-lo e tentar tudo diferente, mas tenho medo de que nada mude e eu me sinta prejudicada novamente, mas enfim, mais um devaneio...
A questão mesmo é que eu preciso voltar a escrever, pra me sentir melhor e pra me entender, pois antes era assim que eu chegava às minhas conclusões: admitindo o que havia de errado e tentando enxergar as coisas de uma outra forma, como uma terapia! Exatamente isso que a escrita sempre foi pra mim: terapia. E ter o Vivendo Nesse Absurdo pra eu escrever por prazer, sempre simplificou as coisas, então vou tentar voltar a escrever, e dizer o que eu penso, nem que seja implicitamente, rs.
O que eu preciso mesmo agora é entender onde foi que eu me perdi e onde foi que tudo mudou. Porque hoje é tão mais difícil sorrir das coisas cotidianas, porque é tão difícil ser só um pouquinho desleixada com as coisas, porque é tão difícil vestir a idade que eu realmente tenho, porque é tão difícil me aproximar das pessoas! Há algum tipo de bloqueio, ou é algo que eu estou fazendo errado, e eu vou achar onde foi que tudo isso aconteceu. No mais, eu vou levando...
terça-feira, 15 de novembro de 2011
2011, CILB, UnB e outras coisas...
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." (Charles Chaplin)
E aí, como estão as coisas? O tempo passou rápido, né? Mais um ano está chegando ao fim... E será que fizemos tudo que realmente deveríamos ter feito? Ou será que deixamos a insegurança, o medo e outros fatores nos deterem? Gosto de fazer essas avaliações no fim do ano, porque me fazem pensar nas coisas que eu vivi, e nas que eu poderia ter vivido, também. Ainda não estou fazendo minha avaliação, porque ainda tem muita coisa pela frente, mas já estou pensando em como foi 2011 pra mim. Será que foi bom pra todo mundo?
Foi um ano muito importante, e um ano que eu tenho certeza que jamais vou me esquecer. Me libertei de muitas coisas e muitas pessoas, e iniciei projetos que serão executados pelo resto da minha vida (ou por boa parte dela). Me lembro de pouquíssimas coisas ruins que possam ter ocorrido; no geral foram só coisas boas, e que me trouxeram uma quantidade de maturidade bem relevante. Daqui há pouco mais de um mês, vou encerrar mais um projeto que também foi importantíssimo pra mim: o inglês. Importante porque me exigiu esforço e dedicação, importante porque me tomou muito tempo, importante porque me deu a oportunidade de conhecer pessoas raríssimas e maravilhosas e importante principalmente porque aprendi coisas valiosíssimas pra toda a vida, não só na área intelectual, mas na pessoal e profissional. Eu sei que vou sentir saudades, e que o fim disso vai desestabilizar minha rotina; porque sete anos fazendo uma mesma coisa, num mesmo horário com certeza é uma rotina. Mas eu também sei que esses sete anos vão me abrir portas pro resto da vida. E esses setes anos vão me levar pra lugares inimagináveis. Só eu sei a proporção desse tempo. Só eu sei a imensidão de oportunidades que esses sete anos vão me trazer. E eu vou agradecer imensamente cada pessoa que fez parte deles...
Falta pouco tempo, também, pra eu saber o resultado dos meus esforços na faculdade. Confesso que estou ansiosa por isso, pois é muito importante, pra mim, que eu me saia bem esse semestre. Porque esse semestre está iniciando o profissional que eu vou ser. Não tem mais nada a ver com o que eu vou fazer, e sim com o que eu vou ser. Eu tenho que dar o melhor de mim para que futuramente eu seja a melhor no que eu faça, e para que eu consiga realizar e alcançar o que eu desejo. E como não é pouco o que eu quero, tenho que me esforçar, porque nada vem de graça... E eu tenho, pra mim, que a recompensa vai ser boa. Não importa o tempo que eu leve pra me realizar, é importante que aconteça, e eu vou fazer o possível e o impossível por isso.
E vocês, já começaram a fazer o balanceamento de 2011? Já começaram a pensar o que 2011 foi pra vocês? Garanto que vão adorar fazer isso... A gente sonha, sente saudades, fica feliz, triste e no fim de tudo, agradece à Deus por mais um ano e de certa forma, sente-se vitorioso por ter vencido mais um ano, mais uma idade, mais uma fase, mais um fim, mais um início...
domingo, 11 de setembro de 2011
As novidades.
"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo." (Mark Twain)
Há um tempo atrás, eu comentei e publiquei aqui que eu me casaria (mais ou menos uns 5 meses atrás). Quando eu decidi, tava com muito medo, muito receio do que poderia me acontecer. Muitas pessoas falaram que eu não deveria fazer isso, que eu tinha um futuro brilhante pela frente (como se um casamento estragasse de repente todo o futuro brilhante), que eu era muito jovem, que eu não tinha responsabilidade pra isso, etc. Bom, mesmo com todas essas advertências, eu casei. Não posso dizer que tudo foi flores desde o começo; nas primeiras semanas eu chorava horrores de saudades da minha mãe, mas agora eu já estou bem acostumada e tô levando numa boa. Sinto saudades da minha mãe ainda, claro, mas sempre que dá (lê-se: todo fim de semana), eu faço uma visitinha, converso muito com ela, e sou muito mimada (ha-ha).
Eu não posso negar que um casamento com 17 anos é muito precipitado; mas pra mim foi tão normal, sabe? Eu nunca pensei que poderia viver e conviver com outra pessoa, porque me acho muito chata e nem um pouco sociável, mas eu me adaptei melhor do que por encomenda. Eu e o Douglas quase (eu disse quase!) não brigamos, e se brigamos é pelas coisas mais banais que existem, o que ainda é relevante. E o casamento me ajudou com muita coisa. Há meses atrás eu também comentei que estava estudando pro vestibular da UnB, certo? Mesmo casando, eu tive tempo de estudar. E como diz minha mãe: se eu estivesse na casa dela, talvez eu não teria tido o tempo necessário. Eu estudei, estudei, fiz o vestibular e................. passei! Acho que foi uma das melhores sensações da minha vida ter o Douglas no colégio no dia 1º de agosto me contando o resultado da segunda chamada. Nunca vou esquecer aquele dia, jamais. Passei pro curso que eu queria. Nada de um mais fácil pra entrar na UnB, foi para o que eu sempre quis. Tô vivendo experiências incríveis! Mas voltando ao casamento...
Com a nova vida eu ganhei mais liberdade, e pensei que iria ficar perdida, mas não... Eu ganhei mais responsabilidade, mais maturidade, mais respeito, mais piadas e ganhei muito, mas muito amor, o que me deixa muito feliz. Posso até dizer que muita gente disse que o casamento só me fez bem. Enfim, casar é difícil, tem lá seus dias ruins, suas brigas, mas foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Não me arrependo, e duvido muito que vá me arrepender daqui pra frente. Aprendi muita coisa com isso, e tiro muita lição também e recomendo quem quiser tentar, que tente, porque é ótimo.
Depois posto novas novidades, notícias legais. É sempre bom compartilhar...
domingo, 24 de abril de 2011
Sem título? Desabafo? Sei lá...
Talvez nessa semana ou na semana que vem eu vou me casar. É, eu tenho 17 anos e vou me casar. Não estou tão surpresa. Há 8 meses atrás eu meio que tomei essa decisão. Inconscientemente, mas tomei. Sabia que ele vindo morar na minha casa, não teria volta. E bem, chegou a hora da decisão final. E mesmo eu não estando surpresa, eu estou com medo. Medo de sentir muita saudade da minha mãe, medo de me sentir sozinha. Mas como sozinha se eu vou ter ele? Infelizmente ele não vai estar comigo 24 horas por dia. Lá não vai ter pra onde eu correr; não vai ter minha mãe, e nem minha irmã. Tem amigos. Falsos amigos, verdadeiros amigos, mas que são amigos tão inexperientes quanto eu.
Eu estou me comprometendo da forma mais séria que existe na vida. Não é algo que eu possa parar, voltar atrás, acabar com tudo e fugir. E eu também não estou arrependida. Não mesmo. É isso que eu quero pra mim e pra minha vida. Não esperei que fosse chegar tão rápido, mas quando é de verdade a gente sente, sabe? Eu só queria pessoas pra me apoiarem e me darem segurança ao invés de ficarem dizendo: "Poxa, não faz isso, você é tão jovem..." Que eu sou jovem eu sei minha gente, e não é isso que eu quero ouvir. Se for pra me falar algo, que seja positivo. Eu estou precisando disso.
Estou recomeçando tudo de novo. Estava eu já adaptada a um lugar, à algumas pessoas, e uma rotina. E de repente vem um furacão igual há 8 meses atrás e muda tudo de novo. Lá vou eu pra outro lugar, com outras pessoas e uma nova rotina. Puts, porque a gente sempre tem que depender de alguém maior que nós? E porque esse alguém tem de ser tão egoísta? Alguém me explica?
Mas é isso... Eu vou, e vou feliz, sem dúvida. Foi uma decisão minha, e eu vou arcar com as consequências dela até o fim. E tenho certeza de que não vou fraquejar.
A única diferença de mim para outras meninas da minha idade, é que eu sempre fui obrigada a amadurecer mais rápido do que qualquer uma delas. Motivos muito fortes me obrigaram a isso, desde meus 1 ano e 10 meses. Então eu tenho que agir como tal né?
Só um desabafo à toa.
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